<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241</id><updated>2012-02-16T18:46:14.973Z</updated><title type='text'>Irene Lisboa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://irenelisboa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-177332131125493984</id><published>2011-09-08T21:20:00.001+01:00</published><updated>2011-09-08T21:22:03.499+01:00</updated><title type='text'>O elevador do Lavra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i1etEYGIHG4/TmkiYfftRSI/AAAAAAAAAz8/WvnahUQ8W0Q/s1600/irene+lisboaestacidade049+2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-i1etEYGIHG4/TmkiYfftRSI/AAAAAAAAAz8/WvnahUQ8W0Q/s400/irene+lisboaestacidade049+2.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Fazia sol e havia tranquilidade». E Irene Lisboa escrevia sobre o elevador do Lavra e suas gentes, gente vinda do mais recôndito como as Furnas do Monsanto, gente como a Nina, cujos requebros são convites e o Doutor Freitas, mais o guarda-freio e a varina e o ardina. E um gato «o diabo de um gato» logo «se havia de meter debaixo do enorme elevador».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim começa uma história desta cidade, naquele elevador, onde «subir e descer neste veículo em cada dia do ano é cumprir uma pequena e ordinária rota, a pino, que sem exagero se pode considerar tão edificante como dar largas voltas pelo mundo».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E são historias e histórias porque «os bairros felizmente têm um carácter mais humano que arquitectónico».&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mora agora ali o meu Hugo e sabe e sente e pinta com tudo isso nos olhos, tal como ela os retratou em Literatura e corria o tempo da guerra, mais as árvores que se vêem ao longe, em São Pedro de Alcântara e o Torel e mais adiante a Morgue mais o Doutor Sousa Martins e a imensa capoeira à solta que dá vida ao jardim e o Instituto Alemão onde o meu Afonso, às sextas, martela declinações de uma língua que é uma forma de ter encontrado a matemática nas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irene Lisboa escreveu isto tudo como "João Falco". Porque na altura bicho mulher não vingava nas letras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-177332131125493984?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/177332131125493984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/177332131125493984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2011/09/o-elevador-do-lavra.html' title='O elevador do Lavra'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i1etEYGIHG4/TmkiYfftRSI/AAAAAAAAAz8/WvnahUQ8W0Q/s72-c/irene+lisboaestacidade049+2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-2245833596073800015</id><published>2010-11-24T02:46:00.000Z</published><updated>2010-11-24T02:46:47.664Z</updated><title type='text'>Outono  havias de vir</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TOx8YF5htVI/AAAAAAAAAuU/I5R9893JdVw/s1600/sao_bernardo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TOx8YF5htVI/AAAAAAAAAuU/I5R9893JdVw/s400/sao_bernardo1.jpg" width="321" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dediquei-lhe este blog e depois fui esquecendo que existia. Comprei, um a um, todos os seus livros. Tenho um deles aqui comigo, "Outono Havias de Vir", assinado ainda com nome masculino, o de João Falco, editado pela Seara Nova, impresso em dois de Maio de 1937. Ofereceu-o em 1946 a Manuel Guimarães. Deve ter terminado tudo em alfarrabista. Excepto as primeiras folhas está por abrir. Ao carinho de ter sido oferecido não correspondeu a amabilidade sequer de ter sido lido. Sucede amiúde assim, o desconsolo do gesto mesmo oferecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-2245833596073800015?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/2245833596073800015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/2245833596073800015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2010/11/outono-havias-de-vir.html' title='Outono  havias de vir'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TOx8YF5htVI/AAAAAAAAAuU/I5R9893JdVw/s72-c/sao_bernardo1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-8854762459913189210</id><published>2010-08-03T18:37:00.000+01:00</published><updated>2010-08-03T18:37:33.818+01:00</updated><title type='text'>A aldeia desterrada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TFhSjqVmJ2I/AAAAAAAAAr8/GYBkq28BK9s/s1600/irenelisboa-voltar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TFhSjqVmJ2I/AAAAAAAAAr8/GYBkq28BK9s/s400/irenelisboa-voltar.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi como se soubesse que estava ali e dirigiu-se-me esta tarde a mão para a estante onde estão os livros do Vergílio Ferreira e no primeiro volume do &lt;em&gt;Espaço do Invisível&lt;/em&gt;, obra de ensaios, onde vem o texto polémico que escreveu para apresentar o &lt;em&gt;Rumor Branco&lt;/em&gt; do Almeida Faria, ei-lo o «em memória de Irene Lisboa». Como se um acaso fosse determinação dos meus passos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E li-o num instante, porque é breve, como se assim com ela me tivesse também encontrado&amp;nbsp;numa aldeia na serra e no quarto andar na Rua de São Bernardo e notado o «seu porte, que tanto me impressionou, essa dignidade exterior, essa harmonia de ser, essa quase aparência de altivez que é apenas o respeito ou o orgulho de nós próprios e que traduzimos ainda pela palavra "nobreza"». &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Humilde e sério - e nele mesmo a arrogância foi sempre uma forma de se inferiorizar, oferecendo-se à voragem dos impantes&amp;nbsp;- o autor do &lt;em&gt;Nítido Nulo&lt;/em&gt; surpreendeu nela «a sua comunhão com os interesses do povo, bem mais quente comunhão, bem mais fecunda, do que a minha, tão pobre e tão fiscalizada pelo que eu desejava "fidelidade" a uma ideologia», ela escritora de uma cidade mas em que «a Lisboa que habita os seus livros é a que relembra a aldeia, é uma aldeia desterrada, a que preserva o eco do que é belo na verdade primitiva».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li para relembrar que, contra os preconceitos classistas&amp;nbsp;de tantos literatos «toda a vida de gente simples não pode ser simplista» e para aprender que «&lt;em&gt;uma mão cheia de nada&lt;/em&gt; só o é de &lt;em&gt;coisa nenhuma&lt;/em&gt; quando o nada está em nós...».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-8854762459913189210?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8854762459913189210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8854762459913189210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2010/08/aldeia-desterrada.html' title='A aldeia desterrada'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TFhSjqVmJ2I/AAAAAAAAAr8/GYBkq28BK9s/s72-c/irenelisboa-voltar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-4058583402656552716</id><published>2010-07-11T10:14:00.004+01:00</published><updated>2010-07-11T10:22:56.733+01:00</updated><title type='text'>O Baile</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TDmLPwCEBeI/AAAAAAAAArM/hMdNRWODHPk/s1600/irene+lisboa-5.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TDmLPwCEBeI/AAAAAAAAArM/hMdNRWODHPk/s400/irene+lisboa-5.gif" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amiga, a&amp;nbsp;T deu-me o livro. Tinha acabado de o encontrar num alfarrabista à Feira da Ladra. «Olha, tem aqui um conto da tua apaixonada». Queria dizer daquela por quem me apaixonei. Chamava-se O Baile. «Horizontais era o nome que ele dava às mulheres da sua roda, bonitas mas tontinhas». Ele, o Souza, da repartição onde trabalhava Olinda. Irene Lisboa escreveu. É a história de um devaneio num baile em que ninguém dançou, enlevo de&amp;nbsp;vulgaridade e de monotonia numa vida dactilografada&lt;br /&gt;Organizado por Diaulas Riedel para a Cultrix brasileira em 1958 chama-se «Maravilhas do Conto Feminino»&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-4058583402656552716?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/4058583402656552716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/4058583402656552716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2010/07/o-baile.html' title='O Baile'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/TDmLPwCEBeI/AAAAAAAAArM/hMdNRWODHPk/s72-c/irene+lisboa-5.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-8020193405982916032</id><published>2009-11-19T18:02:00.000Z</published><updated>2009-11-19T18:02:35.502Z</updated><title type='text'>João Falco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SwWIItwWn7I/AAAAAAAAAR8/8dEAZJci0Y8/s1600/manuscrito+irene+lisboa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SwWIItwWn7I/AAAAAAAAAR8/8dEAZJci0Y8/s320/manuscrito+irene+lisboa.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será a caligrafia de Irene Lisboa, a mesma que usava pseudónimos masculinos para fazer triunfar a sua escrita feminina num mundo em que só os homens pareciam triunfar. No caso assina João Falco. Encontrei-o a&lt;a href="http://livropelacapa.blogspot.com/2009/11/manuscrito-de-irene-lisboa.html"&gt;qui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-8020193405982916032?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8020193405982916032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8020193405982916032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2009/11/joao-falco.html' title='João Falco'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SwWIItwWn7I/AAAAAAAAAR8/8dEAZJci0Y8/s72-c/manuscrito+irene+lisboa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-6828923674766890648</id><published>2009-10-29T14:53:00.001Z</published><updated>2009-10-29T14:55:02.303Z</updated><title type='text'>Contarelos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SumrSCBiCqI/AAAAAAAAANA/lzFe8d2l8Fc/s1600-h/contarelos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SumrSCBiCqI/AAAAAAAAANA/lzFe8d2l8Fc/s320/contarelos.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A capa é inocente. «Irene escreveu e Ilda ilustrou», «para a gente nova», acrescenta a folha de guarda. O texto é seu, as ilustrações da sua colega e amiga, professora também, Ilda Moreira. Sabe-se mais sobre ela enquanto artista, &lt;a href="http://artistasportugueses.blogspot.com/2009/05/ilda-moreira.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, porque há pessoas dedicadas e generosas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permito-me citar: «Entre os livros com ilustrações suas contam-se: - &lt;em&gt;13 Contarelos&lt;/em&gt;, escrito por Irene Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1926. - &lt;em&gt;Vida escolar de Crianças de Cinco Anos e Meio a Sete&lt;/em&gt;, (na Revista Escolar) Abril de 1926. - &lt;em&gt;Modernas tendências da educação&lt;/em&gt;, escrito por Irene Lisboa, Edições Cosmos, 1942. - &lt;em&gt;A Vidinha da Lita&lt;/em&gt;, escrito por Irene Lisboa, 1ª ed. Coimbra: Atlântida, 1971. - Lisboa [ Visual gráfico : [vista da rua de São Bernardo, ca 1942], Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1993. - Ilustração para uma versão não publicada do conto &lt;em&gt;O entrudo de Carnaval&lt;/em&gt;, escrito por Irene Lisboa, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1993».&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro é de um formato amigável, em oitavo, papel muito pobre que hoje mal resiste ao tempo. Impresso na tipografia da Escola Normal Primária, edição das autoras, distribuído pela Livraria Sá da Costa, a mesma que hoje vende, com a tristeza do que está moribundo, os restos que ainda sobram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-6828923674766890648?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6828923674766890648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6828923674766890648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2009/10/contarelos.html' title='Contarelos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958970604904404916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/StnoYUEKJyI/AAAAAAAAAJo/s7zZPLEYW80/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_vRvBp7IOHm4/SumrSCBiCqI/AAAAAAAAANA/lzFe8d2l8Fc/s72-c/contarelos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-6475986749038009068</id><published>2008-06-21T20:21:00.006+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:33.743Z</updated><title type='text'>A minha Adelina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SF1bah3tUiI/AAAAAAAAAjQ/9iW1huj5BaE/s1600-h/anan%C3%A1s"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214424454891655714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SF1bah3tUiI/AAAAAAAAAjQ/9iW1huj5BaE/s400/anan%C3%A1s" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há quem critique a escrita de Irene Lisboa pela sua domesticidade, a conversa sobre a mulher da fruta na esquina na Rua de São Bernardo, o senhor Manuel que «secou, que é pior que envelhecer», a «rapariga marreca mas engraçada», e tantos outros do elevador do Lavra, o Parreira, que é «dos que escorregaram para a mó debaixo», a Nina, sabedora de homens «a fingir-se de pudibunda e de devassa, a dar só a perninha como ela dizia, trazia-os todos à trela» e sempre presente a sua Adelina, que substituira a outra «que me não sabia fazer nada, nem lavar azulejos de cozinha e me dava caldo verde deslavado a todas as refeições».&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrei-me disso este fim de tarde tarde, desses críticos enfastiados, ausentes dos lugares «onde a vida varie», fruto da clausura insolente e da alienação noctívaga. Talvez por ter almoçado sardinhas no senhor Manuel e porque comecei faz pouco o meu jantar a comer rodelas de ananás que a minha Adelina, que se chama outro nome vindo dos tempos medievais, me deixou ficar, dizendo com aquele modo bonito de dizer: «sabe o senhor José António que comer ananás faz as pessoas felizes? Tem um produto que eu não lembro o nome». «Não faz mal», respondi eu então, enquanto revia provas de um livro, «desde que me faça feliz».&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-6475986749038009068?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6475986749038009068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6475986749038009068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2008/06/minha-adelina.html' title='A minha Adelina'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SF1bah3tUiI/AAAAAAAAAjQ/9iW1huj5BaE/s72-c/anan%C3%A1s' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-5180512970591148481</id><published>2008-06-04T23:02:00.002+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:33.832Z</updated><title type='text'>O burro velho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SEcSPiVa_fI/AAAAAAAAAio/QyRVRypityQ/s1600-h/chamin%C3%A9+da+mota.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208151552201260530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SEcSPiVa_fI/AAAAAAAAAio/QyRVRypityQ/s400/chamin%C3%A9+da+mota.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O comboio partia às 11:47 de Campanhã e eu ainda tinha de apanhar a ligação em São Bento. Vinha do Tribunal, de um julgamento que não houve, ofegante a subir a calçada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senti-a, por ali, tentadora, e ei-la de súbito: a livraria das livrarias, a Chaminé da Mota. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contava os minutos, arriscava perder o comboio, mas o desejo era mais forte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que queria? Nem sabia. Tinha querido entrar e estava ali. «&lt;em&gt;Procura algo?&lt;/em&gt;», perguntou-me, amável, o dono. Nem sei como surgiu, mas ripostei: «&lt;em&gt;Irene Lisboa!&lt;/em&gt;». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estavam lá em baixo, as mulheres escritoras, todas juntas, em gineceu literário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enervado com a pressa, tartamudeando o «&lt;em&gt;já tenho quase tudo dela&lt;/em&gt;», acrescentei, sem ser necessário um «&lt;em&gt;deram-me agora mais uns quantos&lt;/em&gt;», e com o empregado em expectativa, deitei a mão a um «&lt;em&gt;Queres Ouvir? Eu Conto&lt;/em&gt;», editado pela Portugália do Agostinho Fernandes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho-o agora aqui comigo, impossível lê-lo esta noite, porque vai ser mais uma madrugada de trabalho obrigatório.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«&lt;em&gt;Tinham deitado um burro à margem, um burro velho. Que carga de ossos tão triste&lt;/em&gt;». Começa assim o primeiro conto. Sou eu!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-5180512970591148481?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/5180512970591148481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/5180512970591148481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2008/06/o-burro-velho.html' title='O burro velho'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/SEcSPiVa_fI/AAAAAAAAAio/QyRVRypityQ/s72-c/chamin%C3%A9+da+mota.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-8922151543044619842</id><published>2008-02-25T17:53:00.006Z</published><updated>2008-12-08T23:48:33.930Z</updated><title type='text'>Dias que se uniformizam</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/R8MFCZ4QrMI/AAAAAAAAAf4/e3p7GM4PlRA/s1600-h/Apontamentos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170982336016198850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/R8MFCZ4QrMI/AAAAAAAAAf4/e3p7GM4PlRA/s400/Apontamentos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A expensas suas, em 1943, Irene Lisboa editou um livro a que chamou «Apontamentos». Consegui encontrar num alfarrabista ainda um exemplar, a capa em papel alaranjado, muito fininho para sair mais barato. Para tentar que a sua obra tivesse divulgação, esforço inglório aliás, a autora editava uns folhetos acompanhados de um cartão. «&lt;em&gt;Apontamentos (...) são romance concentrados&lt;/em&gt;», dizia, explicando que «&lt;em&gt;o seu preço são 15$00, incluindo embalagem, porte e cobrança (O mínimo que o actual custo de papel e mão-de-obra permitem&lt;/em&gt;».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O exemplar que agora leio, deste livro que começa «&lt;em&gt;eu tenho uma mentalidade ingénua! Estou sempre disposta a ver as coisas sentimentalmente&lt;/em&gt;», esse exemplar dizia, para poupar o outro à usura das minhas mãos, é um dos que a Editorial Presença publicou em 1998, há vinte anos. «&lt;em&gt;Um escritor não pode viver, publicar, subsistir sem a atenção e a simpatia dos seus leitores. A expansão da sua obra depende do interesse que lhe dispensa quem a lê. Querendo V. Ex.ª ter a bondade de espalhar as poucas circulares que aqui junto, contribuirá gentilmente para a difusão de "Apontamentos"»&lt;/em&gt;, escrevia ela, a, como se doridamenete a oferecer-se para que a quisessem. Eis o que faço neste blog, por amor a esta mulher. Queiram ter pois, meus leitores, a gentileza de espalhar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encerrado que estou há uma semana, tal como ela «&lt;em&gt;ando com o cansaço de ontem e de anteontem, de uma série de dias que se uniformizam&lt;/em&gt;».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-8922151543044619842?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8922151543044619842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/8922151543044619842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2008/02/dias-que-se-uniformizam.html' title='Dias que se uniformizam'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/R8MFCZ4QrMI/AAAAAAAAAf4/e3p7GM4PlRA/s72-c/Apontamentos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-2594957483628086996</id><published>2007-09-23T18:54:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.053Z</updated><title type='text'>Outono havias de vir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rvar5nbvsrI/AAAAAAAAAM8/UA_yOcn9DP8/s1600-h/Irene+Lisboa-V.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113463433252025010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rvar5nbvsrI/AAAAAAAAAM8/UA_yOcn9DP8/s320/Irene+Lisboa-V.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fui a Arruda dos Vinhos assistir a uma comovida homenagem a Irene Lisboa: &lt;a href="http://www.fcsh.unl.pt/facesdeeva/eva_arquivo/revista_8/eva_arquivo_numero8_b.html"&gt;Paula Morão&lt;/a&gt; que se doutorou sobre a autora de «Voltar atrás para quê?» e Violante Magalhães, que tem estudado a sua obra pedagógica, um documentário da RTP com Vergílio Ferreira, Alexandre O'Neill, tantos outros, amigos, fiéis, remanescentes. Cheguei a casa com a ânsia de ler o opúsculo que a edilidade a propósito editou. Li-o, num ápice, tal como escutara, uma a uma todas as palavras, esta tarde.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Citando a professora Paula Morão, eis-me como se ante o «discorrer irregular e líquidode um pensar, que se organiza, como é típico da poesia, pelo ritmo ondeante da composição«. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belas palavras estas, escritas para recordar os belos sentimentos vividos, num bom dia de domingo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-2594957483628086996?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/2594957483628086996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/2594957483628086996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/09/outono-havias-de-vir.html' title='Outono havias de vir'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rvar5nbvsrI/AAAAAAAAAM8/UA_yOcn9DP8/s72-c/Irene+Lisboa-V.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-1473233729420415493</id><published>2007-09-22T11:02:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.168Z</updated><title type='text'>Comemorações da Biblioteca Irene Lisboa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RvTotHbvsqI/AAAAAAAAAM0/on81HHjRzgA/s1600-h/143_biblioteca.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112967338759533218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RvTotHbvsqI/AAAAAAAAAM0/on81HHjRzgA/s320/143_biblioteca.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos leva a cabo, já &lt;strong&gt;amanhã&lt;/strong&gt;, domingo, as Comemorações do XVIII Aniversário da Biblioteca Municipal Irene Lisboa, Auditório Municipal - Centro Cultural do Morgado.&lt;/div&gt;Eis o programa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.00h - Leitura de textos de Irene Lisboa, pela cantora lírica Ana Ester Neves,&lt;br /&gt;acompanhados à flauta por Vasco Gouveia&lt;br /&gt;16.00h - Coffe Break&lt;br /&gt;16.30h - Colóquio sobre Irene Lisboa com a Professora Doutora Paula Morão e&lt;br /&gt;a Dra. Violante Magalhães&lt;br /&gt;17.30h - Entrega dos prémios dos X Jogos Florais Irene Lisboa&lt;br /&gt;18.00h - Visita à exposição sobre Irene Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-1473233729420415493?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1473233729420415493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1473233729420415493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/09/comemoraes-da-biblioteca-irene-lisboa.html' title='Comemorações da Biblioteca Irene Lisboa'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RvTotHbvsqI/AAAAAAAAAM0/on81HHjRzgA/s72-c/143_biblioteca.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-1759697902818483025</id><published>2007-08-24T01:12:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.278Z</updated><title type='text'>Museu Irene Lisboa: um colóquio em 23 de Setembro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4iafeGmLI/AAAAAAAAAIg/msgwt3xNGiE/s1600-h/museu-IL.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102053266377054386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4iafeGmLI/AAAAAAAAAIg/msgwt3xNGiE/s320/museu-IL.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Há em Arruda dos Vinhos um &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.cm-arruda.pt/CustomPages/ShowPage.aspx?pageid=ab5bd00d-4930-4c29-b2e3-f61f2328604f"&gt;&lt;strong&gt;museu&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; dedicado a Irene Lisboa. No dia 23 de Setembro leva a cabo um colóquio e exposição sobre literatura de Irene Lisboa com a presença de: Dr.ª Violante F. Magalhães, e Professora Doutora Paula Mourão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-1759697902818483025?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1759697902818483025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1759697902818483025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/08/museu-irene-lisboa-um-colquio-em-23-de.html' title='Museu Irene Lisboa: um colóquio em 23 de Setembro'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4iafeGmLI/AAAAAAAAAIg/msgwt3xNGiE/s72-c/museu-IL.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-4036140694117981790</id><published>2007-08-24T01:00:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.474Z</updated><title type='text'>Uma casa ao abandono</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4g2_eGmKI/AAAAAAAAAIY/klOEQ8M0UK0/s1600-h/Irene+Lisboa-4.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102051556980070562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4g2_eGmKI/AAAAAAAAAIY/klOEQ8M0UK0/s320/Irene+Lisboa-4.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vejo na &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=845921&amp;amp;div_id=291"&gt;&lt;strong&gt;imprensa &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;que a casa onde nasceu Irene Lisboa está ao abandono:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;«Mais de 100 anos depois de Irene Lisboa ter nascido na Quinta da Murzinheira, no concelho de Arruda dos Vinhos, o espaço, propriedade dos descendentes dos irmãos da poetisa, está agora em total abandono. Pertencendo há 100 anos à família Vieira Lisboa, a casa onde a escritora nasceu na Quinta da Murzinheira «está em ruínas desde há sete anos quando se tentou comprar», relatou, à Agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Arranhó, Joaquim Luís, referindo que o imóvel permanece «sem portas e janelas» e com as «telhas a cair».&lt;br /&gt;Localizada em A-dos-Arcos, freguesia de Arranhó, a quinta, com uma extensão de 36 hectares, estende-se por terrenos agrícolas onde continua a predominar a vinha, e mantém ainda uma adega «completamente degradada», que noutros tempos era usada como apoio aos trabalhos do campo, também retratados por Lisboa nas suas obras.&lt;br /&gt;Rodeada de pinheiros e eucaliptos, a casa possui um pátio onde cresce «muita vegetação selvagem», em consequência do estado de abandono a que a casa está votada.&lt;br /&gt;Museu na antiga junta de freguesia&lt;br /&gt;Desde há vários anos que a Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos tem vindo a estabelecer contactos com a família paterna de Irene Lisboa para comprar o espaço e «fazer ali inicialmente a casa-museu Irene Lisboa», mas «a família nunca se mostrou muito receptiva», revelou a vereadora da cultura, Gertrudes Cunha.&lt;br /&gt;Todas as tentativas foram goradas e a autarquia inaugurou, no final de Junho, o Museu Irene Lisboa, em instalações antigas da Junta de Freguesia de Arranhó, reunindo pela primeira vez todo o acervo documental da vida e obra da poetisa. Mas continua a ser «um objectivo adquirir a quinta».&lt;br /&gt;«O irmão de Irene Lisboa morreu há dois anos e estamos a negociar com os vários herdeiros», adiantou a autarca, explicando que a quinta está a ser alvo de partilha entre os descendentes, o que torna difícil a venda do imóvel.&lt;br /&gt;O moroso processo de divisão dos bens foi confirmada por familiares da escritora, que se recusaram, no entanto, a prestar declarações.&lt;br /&gt;A Quinta da Murzinheira confina com a Quinta do Monfalim, já no concelho de Sobral de Monte Agraço, também propriedade da família e cujo estado de degradação é igualmente visível.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-4036140694117981790?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/4036140694117981790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/4036140694117981790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/08/uma-casa-ao-abandono.html' title='Uma casa ao abandono'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Rs4g2_eGmKI/AAAAAAAAAIY/klOEQ8M0UK0/s72-c/Irene+Lisboa-4.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-3170352600883086056</id><published>2007-07-09T00:27:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.671Z</updated><title type='text'>Arrebatamentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFzIquPNrI/AAAAAAAAAD4/T918Zueldvo/s1600-h/irene+lisboa-o5.BMP"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084972047022372530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFzIquPNrI/AAAAAAAAAD4/T918Zueldvo/s320/irene+lisboa-o5.BMP" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;«&lt;em&gt;No convento onde fui internada aos seis anos, as coisas passavam-se de um outro modo. Lá não havia passeios nem liberdades, tudo era triste. Tanto assim que as férias me davam arrebatamentos. Foi para entrar no convento que me baptizaram. Sem filiação e com o sobrenome de ... Céu. Porque fui eu do Céu? Nunca o soube&lt;/em&gt;». Eis, contada no livro «Começa uma vida» a infância de Irene do Céu Vieira Lisboa. A obra é ilustrada com desenhos de Maria Keil do Amaral. Fui encontrar este, uma menina pela mão de seu pai. Ser órfão é muitas vezes ser-se feliz.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-3170352600883086056?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/3170352600883086056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/3170352600883086056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/07/arrebatamentos.html' title='Arrebatamentos'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFzIquPNrI/AAAAAAAAAD4/T918Zueldvo/s72-c/irene+lisboa-o5.BMP' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-1375472786533060357</id><published>2007-07-08T21:40:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.849Z</updated><title type='text'>A Rua de São Bernardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFL9KuPNoI/AAAAAAAAADg/YdViUxWIgoM/s1600-h/sao_bernardo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084928968500393602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFL9KuPNoI/AAAAAAAAADg/YdViUxWIgoM/s400/sao_bernardo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Subi a rua a pé olhando, o coração apertado, prédio a prédio, contando os números de porta. No 102 tinha morado, num quarto andar, Irene Lisboa. Temi que o prédio tivesse sido devorado pelo tempo, expulso por um daqueles favos a que hoje se chamam casas de habitação. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esperava-me o pior. O edifício estava lá e ostensiva via-se na parede frontal uma placa assinalando ali a presença passada de alguém. Aproximei-me para ver que era, enfim, a homenagem dos moradores, carinhosos, à lembrança amiga de ali ter morado...o ministro Baltazar Rebelo de Sousa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quanto a ter ali habitado a autora de «Solidão», nem uma palavra de memória. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lembrei-me, ao regressar a casa, neste domingo em que um vento cruel resolveu tresmalhar a cidade de tristeza angustiosa, das palavras com que ela abre o seu livro «Começa uma vida», que assinou como João Falco e que é, afinal, o relato dos primórdios da sua existência: «Vá-se embora daqui, esta casa não é sua!».&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;De facto não era, nem a casa nem a vida que assim a tratou. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-1375472786533060357?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1375472786533060357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/1375472786533060357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/07/rua-de-so-bernardo.html' title='A Rua de São Bernardo'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFL9KuPNoI/AAAAAAAAADg/YdViUxWIgoM/s72-c/sao_bernardo1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-940621946692845997</id><published>2007-07-01T00:29:00.000+01:00</published><updated>2008-12-08T23:48:34.992Z</updated><title type='text'>Mulheres escritoras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFPV6uPNqI/AAAAAAAAADw/2ZPs9AK4qPk/s1600-h/ondina2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084932692237039266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFPV6uPNqI/AAAAAAAAADw/2ZPs9AK4qPk/s400/ondina2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Sobre Irene Lisboa escreveu &lt;a href="http://mariaondinabraga.blogspot.com/"&gt;Maria Ondina Braga&lt;/a&gt;, outra mulher escritora a quem dedico um blog, esta frase triste: «&lt;em&gt;Há menos de duas décadas, todavia, esta cidade que ela tanto celebrou, este povo de quem foi um dos mais finos e fiéis cronistas, viram-na morrer com a mesma indiferença com que a tinham visto viver&lt;/em&gt;». A autora de «Angústia em Pequim» &lt;a href="http://mariaondinabraga.blogspot.com/2006/12/os-reguladores-do-interesse.html"&gt;sabia&lt;/a&gt; o que era o amargo da solidão, a ânsia de ser-se amado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O livro chama-se «Mulheres Escritoras», foi editado em 1980. O meu exemplar, comprado numa modesta livraria de obras em segunda mão, foi oferecido no Natal de 1981 pela tia Maria Antonieta à Guida «com um abraço apertado». Dói que tudo termine assim, entre o adelo e o esquecimento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-940621946692845997?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/940621946692845997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/940621946692845997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/07/mulheres-escritoras.html' title='Mulheres escritoras'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/RpFPV6uPNqI/AAAAAAAAADw/2ZPs9AK4qPk/s72-c/ondina2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2456481394586845241.post-6775531993549579011</id><published>2007-07-01T00:02:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T00:48:13.511+01:00</updated><title type='text'>O comum existir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A cada uma das paixões um blog, onde escrevo o que bem poderiam ser cartas de amor. Amor literário, mas amor em qualquer caso, aquela devoção de leitor apaixonado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;De há muito que fui reunindo, um a um, os livros da Irene Lisboa. Alguns já em alfarrabista, em mau estado, daqueles que se não encontram.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Hoje, ao ler «Esta Cidade», um livro que ela escreveu em 1942, decidi-me a reservar-lhe este espaço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Irene do Céu Vieira Lisboa nasceu em 1892, faleceu em 1958. Usou o tempo de vida, a trabalhar como professora e a escrever sob o seu nome, como Manuel Soares, João Falco e Maria Moira uma obra hoje quase esquecida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sua obra essencial é esta:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Treze contarelos (publicada em 1926).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Um Dia e Outro Dia... _ Diário de Uma Mulher (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (publicada em 1936).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Outono Havia de Vir (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (publicada em 1937).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Solidão: Notas do Punho de Uma Mulher (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (publicada em 1939).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Fôlhas Volantes (poesia) (sob pseudónimo João Falco) (publicada em 1940)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Esta Cidade! (contos, Irene Lisboa [João Falco], (publicada em 1942).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Apontamentos (publicada em 1943).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma (contos) (publicada em 1955).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Voltar Atrás para Quê? (novela) (publicada em 1956).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*O Pouco e o Muito. (1956)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Título Qualquer Serve (novela) (publicada em 1958).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Queres ouvir? Eu Conto _ Histórias para Maiores e mais Pequeninos (publicada em 1958).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Crónicas da Serra (publicada em 1958).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Solidão II (prosa) (publicada em 1966).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Versos Amargos (publicada em 1991).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É uma literatura do comum existir, uma escrita de uma extraordinária existência.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2456481394586845241-6775531993549579011?l=irenelisboa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6775531993549579011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2456481394586845241/posts/default/6775531993549579011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irenelisboa.blogspot.com/2007/06/o-comum-existir.html' title='O comum existir'/><author><name>José António Barreiros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10270004027333633699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_A8MFNq34JL4/Ss2A1yb1VjI/AAAAAAAABF8/jPXtidUhVgw/S220/JAB-59A.jpg'/></author></entry></feed>
